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O que vale mais a pena: comprar ou alugar um imóvel?

comprar ou alugar
6 minutos para ler

Comprar ou alugar? Essa é uma dúvida que surge com frequência. Mas é preciso levar em consideração alguns pontos antes de tomar uma decisão.

Essa decisão pode considerar estritamente a questão financeira, que na verdade é o que mais importa neste caso. Mas conforto e investimento pessoal também devem ser colocados nessa balança.

Neste post, vamos ajudá-lo a entender se vale mais a pena comprar ou alugar um imóvel, apresentando as vantagens que cada opção apresenta. Ficou interessado pelo tema? Siga conosco e tome a decisão mais acertada!

Considere o comportamento das parcelas

Na hora de decidir comprar ou alugar, vale comparar as parcelas mensais do financiamento e o valor pago todo mês de aluguel.

Enquanto no financiamento da casa própria a tendência é que as parcelas sejam lineares e decrescentes a medida que a dívida vai sendo quitada, no caso da locação o valor a ser pago tende a crescer de acordo com a inflação e dos reajustes em contrato, que podem ser feitos anualmente.

Especialistas do mercado indicam uma conta simples para calcular a taxa de aluguel e verificar qual das opções é válida. Pegue o valor do aluguel, faça a divisão pelo valor de venda do imóvel e multiplique por 100.

Para ficar mais claro, daremos um exemplo: Pense em um imóvel cuja locação tem o custo mensal de R$ 2 mil. Se você fosse comprá-lo, pagaria R$ 350 mil. Assim, se chegaria a uma taxa de aluguel de 0,57% ao mês.

Com esse percentual deve-se comparar com as alternativas de investimento, como a poupança ou CDB. Caso a taxa de aluguel seja maior que o rendimento das aplicações, o recomendável é comprar o imóvel. Isso caso já tenha um dinheiro para pagamento à vista. 

Caso seja necessário financiar, é preciso comparar a taxa de aluguel com o chamado Custo Efetivo Total do Financiamento, que é informada pela instituição financeira. Quando a taxa de aluguel for maior, normalmente compensa comprar o imóvel.

Pense no retorno e na valorização do imóvel

É correto pensar que o valor pago de aluguel representa um dinheiro que não dará retorno, enquanto o pagamento do financiamento funciona como a aplicação do dinheiro em um bem que aumentará o seu patrimônio. 

Ao pagar pelo aluguel, você está contribuindo para valorizar o patrimônio do locatário, e não o seu próprio. Já quando o imóvel é seu, mesmo que financiando por 30 anos a compra, a valorização pela qual passa a casa ou apartamento retornará como seu próprio benefício.

Lembrando que ao pagar em dia as prestações e durante determinado tempo, é possível reduzir taxas de juros e o valor mensal do financiamento.

Calcule todo o investimento necessário

Antes de decidir entre comprar ou alugar, é importante se atentar para o valor de investimento inicial, que muitas vezes pode ser menor na hora da aquisição do que na locação devido às promoções como documentações grátis e divisão da entrada junto a construtora. Ainda existe a possibilidade do subsídio.

No caso do financiamento pelo programa Minha Casa Minha Vida, o que define a taxa de juros e o teto do crédito é a renda bruta familiar.

A faixa 1 é destinada a famílias com renda de até R$ 1.800. A faixa 1,5 atende quem tem renda entre R$ 1.800 e R$ 2.600. Já a faixa 2 enquadra a renda de até R$ 4.000. A última é a faixa 3, com teto de R$ 7.000.

No geral, no Minha Casa Minha Vida, os encargos variam entre 4,59% e 7,93% ao ano. Em outros financiamentos existentes no mercado esse percentual ultrapassa os 10%.

Mas quem adere ao programa obtém outras vantagens, como menores taxas em cartório e de custos com documentos. Por exemplo, quem tem renda de até três salários mínimos não precisa pagar a taxa de registro do imóvel, o que já significa uma economia significativa para a família.

Já o subsídio imobiliário é um incentivo a mais dado pelo programa para a aquisição da casa própria pelos brasileiros. É como se o governo pagasse uma parte da compra. Por exemplo: se você se encaixa na faixa 1,5 do programa, com renda de até R$ 2.600, poderá receber até R$ 47,5 mil como subsídio.

Ponha na balança segurança e patrimônio

Apesar de os juros para financiamento significarem um incremento considerável no valor total pago pelo imóvel, a valorização do imóvel compensa os juros pagos ao banco. Especialmente para quem não possui renda extra que pode ser usada em aplicações ou investimentos a longo prazo, por exemplo, não há justificativa para pagar o aluguel.

Muitas vezes, investir em um imóvel é a melhor forma das famílias em geral, por exemplo, conseguirem formar patrimônio e dar uma qualidade melhor de vida e segurança para seus familiares a longo prazo.

Pense no conforto familiar

As questões financeiras são as que mais interessam, certo? Mas, ao ser proprietário do imóvel, é possível deixá-lo com a sua cara, como você sempre planejou. Por isso, reforme, pinte, fure, faça móveis planejados, enfim, sinta-se livre para personalizar todo o espaço.

As quedas da taxa básica de juros (Selic) são uma boa notícia para quem quer financiar um imóvel. Em 2017, fechou em 7% ao ano contra 11% ao ano em 2016. Esse ano de 2018 a tendência de baixa da Selic continua, facilitando assim o interesse pela obtenção de crédito e reduzindo o sufoco de um financiamento.

Levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança mostra que financiamentos com recursos da poupança devem crescer 15% neste ano. A tendência, segundo especialistas, é que as taxas de juros abaixem ainda mais ao longo do ano.

Decidir entre comprar ou alugar um imóvel pode parecer complicado, mas colocando na balança as vantagens e desvantagens envolvidas em cada modalidade, é possível chegar a uma equação que agrade o bolso, mas que também agregue bem-estar a toda a família.

Agora que você já se informou sobre o que vale mais a pena, se é comprar ou alugar um espaço, aproveite para se informar também sobre o valor máximo que deve ser pago em um financiamento para a aquisição da casa própria.

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