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Minha Casa Minha Vida – Comprando meu Primeiro Apê

12 minutos para ler

Você sabia que no Brasil mais de 40% da população vivem em lares que pertencem a outras pessoas? Para piorar o cenário, muitas delas gastam mais de ⅓ da sua renda da família inteira combinada para conseguir pagar o aluguel!

Para resolver esse déficit habitacional, o governo criou em 2009 um programa de financiamento focado em empreendimentos econômicos para pessoas e famílias com rendas de até R$ 7.000. Assim, essas famílias conseguem alcançar o sonho da casa própria e liberam sua renda familiar para outros gastos, que tragam mais qualidade de vida e movimentem a economia do país.

Vamos entender que programa é esse e como ele funciona mais a fundo neste artigo.

Índice do artigo

  1. Você conhece o Meu 1º Apê?
  2. Minha Casa Minha Vida – Como funciona?
    1. Quem pode participar do Minha Casa Minha Vida?
    2. Como financiar uma casa pelo programa Minha Casa Minha Vida?
  3. O que é subsídio?
    1. Como é calculado o subsídio?
    2. Exemplos reais: programa Minha Casa Minha Vida
  4. Minha Casa Minha Vida – Inscrições 2019
  5. Quer saber mais? Acesse a nossa consultoria imobiliária.
  6. Conclusão

Você conhece o Meu 1º Apê?

O Meu 1° Apê é uma plataforma que reúne as principais construtoras do país no segmento Minha Casa Minha Vida. Acessando a plataforma, você realiza o seu cadastro e tem acesso ao Simulador Minha Casa Minha Vida, para ver em quantas parcelas você poderia pagar o seu imóvel e qual seria o valor delas.

Além disso, nos campos de busca, a partir de suas preferências e da sua capacidade de pagamento, indicamos todas as opções possíveis para a compra do seu imóvel. E, de quebra, você ainda consegue agendar a visita aos apartamentos direto no site.

Minha Casa Minha Vida – Como funciona?

Você já deve ter ouvido notícias sobre o programa Minha Casa MInha Vida, certo? Mas alguma vez chegou a pesquisar mais sobre ele? Para facilitar esse trabalho, vamos explicar o seu funcionamento em detalhes.

Quem pode participar do Minha Casa Minha Vida?

O foco do programa é em empreendimentos econômicos e por isso o financiamento do programa Minha Casa Minha Vida atende somente às famílias que somam uma renda de até 7 mil reais.

Além desse valor máximo de arrecadação para os responsáveis pelo financiamento, existem também algumas outras exigências. São elas:

  • Ser brasileiro nato ou naturalizado
  • Não ser proprietário de nenhum outro imóvel na cidade na qual você pretende financiar pelo Minha Casa Minha Vida
  • Não ser titular de nenhum outro financiamento imobiliário que esteja ativo
  • Não receber outros benefícios de programas populares, como o Bolsa Família, por exemplo
  • O nome dos responsáveis pelo financiamento deve estar limpo, sem dívidas (fora do SPC ou Serasa, por exemplo)
  • Não deve ter nome no cadastro nacional de mutuários (ou seja, não pode estar com nenhum empréstimo ativo)
  • Não ter o nome no cadastro nacional de administração de carteiras imobiliárias

Caso você se encaixe nessas características e tenha interesse, continue lendo para saber como participar do programa Minha Casa Minha Vida.

Como financiar uma casa pelo programa Minha Casa Minha Vida?

Existe uma série de detalhes que você precisa saber sobre como usar o programa Minha Casa Minha Vida. Vamos falar agora sobre como escolher o seu imóvel, quais documentos são necessários, para onde se dirigir para fechar o negócio e como diminuir o montante que você precisa pagar.

Valor dos imóveis

O valor dos imóveis que podem ser comprados usando o financiamento Minha Casa Minha Vida variam de cidade para cidade. Eles estão organizados da seguinte forma:

Cidades com até 50 mil habitantes
  • Nos estados de RJ, SP e DF – até R$145 mil reais
  • Nos estados da região Sul, ES e MG – até R$140 mil reais
  • Nos estados de GO, MT e MS – até R$135 mil reais
  • Nos estados das regiões Norte e Nordeste – até R$130 mil reais
Cidades grandes

Nas capitais dos estados, além das principais cidades da região Centro-Oeste, Norte e Nordeste, o valor máximo dos imóveis é de R$190 mil reais.

Nas regiões metropolitanas da região Sul, MG e ES, o limite para os imóveis é de R$215 mil reais.

Nas regiões metropolitanas de RJ, SP e DF, o valor vai até R$240 mil reais.

Documentação necessária

Uma vez que você sabe até quanto pode custar o imóvel que você irá comprar, é hora de entender quais documentos separar para apresentar na hora de contratar o seu financiamento Minha Casa Minha Vida. Essa apresentação serve para que a instituição financeira veja que você é capaz de pagar pelo seu imóvel

Todos os documentos devem ser apresentados pelo comprador e também pelo seu cônjuge. A lista é a seguinte:

  • Carteira de Identidade e CPF
  • Certidão de Nascimento (para solteiros) ou de Casamento
  • Três últimos contracheques
  • Cópia da Carteira de Trabalho nas folhas de identificação, contrato de trabalho, qualificação civil e anotações gerais.
  • Comprovante de residência do último mês
  • Declaração de Imposto de Renda com recibo de entrega
  • Extrato do FGTS atualizado

No caso de trabalhadores informais, devem ser apresentados:

  • Faturas do cartão de crédito e todas as despesas pagas nos últimos 6 meses
  • Extrato bancário dos últimos 6 meses, contendo o cheque-especial

Onde apresentar a documentação

Procure a Meu 1º Apê para que você possa ver imóveis, fazer uma simulação das parcelas que você irá pagar, saber mais detalhes sobre os modelos de financiamento e, finalmente, fechar o contrato para ter a sua casa própria.

Como atenuar o valor do financiamento

Você o que é o FGTS? É um desconto de 8% do seu salário que acontece todos os meses e vai para uma conta em seu nome na Caixa Econômica Federal. Você pode usar o seu FGTS como entrada no imóvel para atenuar o montante que você irá pagar e quitar a dívida mais rápido.

Além disso, os empregados com carteira assinada também podem sacar o FGTS a cada 2 anos para reduzir o que ainda falta ser pago do financiamento. O FGTS do seu cônjuge também pode ser usado com essa finalidade.

O que é subsídio?

Os apartamentos financiados pelo Minha Casa Minha Vida não são integralmente pagos por quem está comprando. O governo entra com um subsídio e se responsabiliza por uma parte da dívida, para ajudar as famílias na compra do imóvel.

O subsídio é essa contribuição direta do governo. Ele vai variar de acordo com a faixa de renda da família: quanto menos ela ganha, maior é a participação do governo, podendo chegar a até 90% do imóvel, no caso de famílias com renda até 1800 reais.

Como é calculado o subsídio?

As famílias participantes do financiamento do programa Minha Casa Minha Vida são encaixadas em faixas de renda. Dependendo da faixa na qual se encontram, são determinados o número e o valor das parcelas a serem pagas. Vamos ver abaixo como fica o caso em cada faixa de renda:

Faixa 1

Famílias com renda até R$1800,00

Financiamento em até 120 meses (10 anos), com taxa zero

Prestações entre R$80 e R$270 por mês

O subsídio chega a 90% do valor do imóvel

Faixa 1,5

Famílias com renda até R$2600

O financiamento é de 360 meses (30 anos), com taxa de juros de 5% ao ano

Subsídios de até R$47.500,00

Faixa 2

Famílias com renda entre R$2601,00 e R$4000,00

Financiamento em até 360 meses (30 anos), com juros de 7,03% ao ano

Subsídios de até R$29 mil reais

Faixa 3

Famílias entre R$4001,00 e R$7000,00

Financiamento em até 360 meses (30 anos), com taxa de juros de 8,70% ao ano

Não há subsídios governamentais para essa faixa

Subsídio por proponentes

Além disso, o programa Minha Casa Minha Vida permite a comprovação de renda de múltiplas pessoas porque ele atende pessoas que vivem juntas em regime familiar ou que querem compartilhar a mesma residência, como noivos, por exemplo. Por isso, com tanto que a soma das rendas não ultrapasse o limite de R$7 mil, mais de uma pessoa podem ser incluídas como proponentes do financiamento.

Os proponentes são todas as pessoas da família que vão ter a sua renda somada para esse financiamento. Já os dependentes são pessoas que vão morar na casa, porém seu dinheiro não entra na conta do pagamento das parcelas.

A quantidade de proponentes também afeta o subsídio recebido. Ele funciona da seguinte forma:

  • Subsídio de 50% do valor para a faixa de renda para 1 proponente, sem dependentes
  • Subsídio integral (100% do valor para a faixa de renda) para 1 proponente, com dependentes
  • Subsídio integral (de 100% do valor para a faixa de renda) para 2 ou mais proponentes

Por exemplo: se o subsídio máximo da sua faixa de renda teria que ser de R$29 mil, porém você é o único proponente e não há dependentes listados, você receberá um subsídio de R$14.500,00, ou seja, 50% do valor original. Já se houver algum dependente ou outro proponente dividindo a renda do financiamento com você, serão recebidos os R$29 mil.

Se interessou e quer saber mais sobre os subsídios do programa? Confira o post completo que fizemos sobre esse tema!

Exemplos reais de subsídio

Ok, você viu muitos dados até agora e está ficando confuso, não é mesmo? Então vamos tentar entender melhor a realidade de quem faz um financiamento Minha Casa Minha Vida usando cálculos que expliquem melhor isso tudo.

Exemplo 1

Neusa é uma mãe solteira de 2 filhos pequenos, Lucas e David. Ela pretende comprar um apartamento para a sua família em Brumadinho, no interior de Minas Gerais, no valor de R$100 mil reais. Porém, Neusa trabalha como manicure e tem uma renda mensal na Faixa 1, ganhando R$1300 mensais.

Para a sua faixa salarial, o governo irá pagar 75% do valor do apartamento, ou seja, R$103.500,00. Como tem seus dois filhos como dependentes, o subsídio da Neusa será integral. Por isso, Neusa fica com um financiamento de R$34.500,00, a ser pago em parcelas de cerca de R$ 50 a R$ 150. Em até 10 anos, quando os meninos ainda forem adolescentes, sua família terá uma casa própria! 

Exemplo 2

Uma família de pai, mãe e duas filhas com renda combinada de R$3700 se encaixou na Faixa 2 do programa. Para essa faixa, o subsídio seria de 29 mil reais.

O valor do apartamento escolhido é de R$200.000 mil, já que eles residem em Belo Horizonte. Como o pai, Mauro, e a filha mais velha, Luiza, irão ser os proponentes desse financiamento, o subsídio será o máximo permitido para essa renda familiar na cidade. Assim, o valor de subsídio de R$ 2.505 reais serão pagos pelo governo e abatidos do valor do financiamento.

Assim, essa família de 4 pessoas irá financiar do seu apartamento, divididos em parcelas de aproximadamente R$ 1.041,90 durante 30 anos.

Exemplo 3

Gabriel é um jovem que se encaixou na Faixa 1,5 porque tem uma renda de R$1.800 mensais. Ele mora em Curitiba, capital do Paraná, portanto poderia financiar um apartamento de até R$128 mil. Então, ele escolheu um imóvel de R$ mil para viver sozinho e, futuramente, construir sua família.

O subsídio máximo na Faixa 1,5 é de até R$47.500, mas em Curitiba o teto do subsídio para a faixa 1,5 é de R$ 42.220. Como ele é o único proponente no contrato e o subsídio é de acordo com a renda, esse valor cai para 50% do valor liberado para a renda de R$ 1.800. Portanto, o governo irá arcar com R$12.902 do seu apartamento. Caso a renda fosse de R$ 1.200 por exemplo o subsídio seria no valor de R$ 21.110.

Portanto, Gabriel irá pagar apenas a diferença, de R$102.400, para ter o seu apartamento próprio. As parcelas são de cerca de R$ 538,42 e ele terá até 30 anos para pagar esse imóvel.

Minha Casa Minha Vida –  Inscrições 2019

Caso você esteja na Faixa 1, que vai até R$1800 de renda familiar, ainda existe uma outra possibilidade: você pode se dirigir à Prefeitura da sua cidade para se inscrever para participar do sorteio do Minha Casa Minha Vida.

As pessoas selecionadas neste sorteio irão pagar parcelas de apenas R$50 mensais para ter a sua casa própria. Porém, isso vem com uma desvantagem: quem irá selecionar a sua casa será a própria Prefeitura e você não poderá escolher onde irá morar.

Quer saber mais? Acesse a nossa consultoria imobiliária

Ficou com alguma dúvida? Quer saber mais? Caso precise, um assessor estará à sua disposição para tirar dúvidas e indicar os melhores caminhos. Saiba mais sobre a nossa consultoria para financiamento do programa Minha Casa Minha Vida. 

Conclusão

Você sabia que já foram investidos mais de 300 bilhões de reais nesse programa? Com isso, mais de 10,5 milhões de famílias conseguiram comprar seus próprios apartamentos pelo financiamento do Minha Casa Minha Vida. E você pode conseguir também!

A grande vantagem desse programa é que, sem comprometer um grande percentual da sua renda, você irá trocar o custo do aluguel por um investimento com juros muito baixos. Assim, em um futuro não tão distante, terá um lugar verdadeiramente seu, que pode ser passado adiante para filhos e netos ou mesmo ser vendido para a compra de um imóvel maior e mais caro.

Por isso, antes de procurar o financiamento Minha Casa Minha Vida, organize-se financeiramente: livre-se das dívidas e prepare-se para pagar as parcelas mensalmente, sem atrasar. Mantenha o foco e lembre-se: você está construindo um futuro mais próspero para toda a sua família!

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